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A menina de Hoje

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D epois de tanto falar sobre minha história de infância, as descobertas da fé, as lutas com sentimentos de inferioridade, e os desencontros amorosos, até chegar ao meu casamento...tive o desejo de falar um pouco de como hoje posso ver a fidelidade de Deus para comigo. Me sinto alegre, de dentro para fora. Consigo compreender que todas as experiências passadas, todas as alegrias e também as tristezas fazem parte da minha história sim e isso não posso apagar, mas elas foram essenciais pra me transformar em quem posso ser hoje. Na verdade todas as experiências que passamos ao longo da vida são fundamentais para as escolhas que faremos a partir delas..,Elas podem nos tornar pessoas melhores ...ou piores! Depende de nós. Eu escolhi crescer e ser melhor. "Foi-me bom ter eu passado pela aflição, para que aprendesse os Teus decretos." Salmos 119:71 Eu tenho entendido que ser quem sou hoje, de ser uma pessoa mais madura, tem a ver com meu autoconhecimento, que em alguns...

Sou fariseu ou publicana?

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N unca fui apreciadora desta cantora, mas confesso que como ser humano, não tem como não ficar impactada com a notícia e triste. Porque temos uma pequena noção do quão difícil é para um dependente químico se libertar das drogas e imaginamos, ao ter algum contato com o áudio, que toda alteração de comportamento que a jovem apresentou pode ter a ver com tudo isso e tantas outras coisas que talvez nunca possamos entender as razões. Como uma pessoa que se apresentava como cantora  gospel, acredito que o discurso falado e cantado foi muito incoerente com a prática que ela acabou revelando, ou,que foi revelada. E reconhecer isso, não é questão de hipocrisia ou julgamento, é um fato que não se pode negar. Um erro que deve ser admitido. Mas quanto a ela... só me resta ficar triste. Só me resta orar para que ela deixe as drogas, para não viver sob dependência química pois é um caminho quase sem volta, ou, de muito,muito sofrimento. Tudo que aconteceu com el...

Reflexões do cotidiano

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U m dia desses me peguei pensando que este sofrimento com a violência no nosso país, embora tenha trazido tantos males tem mudado em alguns aspectos a nossa sociedade. Tenho a impressão que antes, era mais fácil encontrar pessoas que gostavam de ostentar os bens materiais, fazer das tripas coração para obter alguns objetos caros e viver para ter mais e mais posses. Há alguns anos atrás, acredito que a música Trem Bala não seria muito valorizada pois muitos nem entender iam a profundidade da letra. Talvez continuassem a deixar de segurar o filho no colo ou abraçar  os pais  porque muitos nem pensariam na possibilidade da partida  tão perto e tão frequente... Não sei se isso seria chamado de propósito, mas tenho a impressão que o que era mau tem cooperado para alguns fatores positivos na vida da gente. Ostentamos menos com medo de sair na rua e ser tirado de nós o pouco que temos. Entendemos que é melhor que levem o material e deixem a nossa vida, que tem val...

O chamado

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H oje é um dia especial para mim.Faço aniversário. E decidi escrever antes do planejado para lembrar um dos mais importantes momentos da minha jornada: o chamado de Deus para servi-Lo como missionária. Foi aos 10 anos durante meu tempo de  Mensageiras do Rei ,*   -eu declarei em meu coração e diante de todos num acampamento que participei, que eu seria missionária tendo a Africa em meu coração. Foi um dos dias mais felizes da minha vida. A adolescência e seus dilemas trouxeram a tona tantos medos que foram me afastando da fé infantil que eu tinha em Deus. O chamado missionário então passou a ser um peso pois eu sabia que era o sonho de Deus mas já não era mais o meu.O medo estava lançando fora o primeiro amor. Para seguir ao chamado de Cristo são necessárias renúncias e eu precisava aprender a renunciar a mim mesma, ao medo, ao conforto do lar, a zona de conforto do ego. Aos 15 anos, quando morei na casa de familiares no RJ, entendi em meu coração que eu não f...

Nasce um pai, nasce uma filha.

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http://sandra-medina.blogspot.com.br/2015/06/filhos-de-deus.html L embro de aos 8 anos de idade, ter aceito Jesus em meu coração durante um culto em família. Eu realmente acreditava em tudo. Não demorou muito a eu entender que eu queria, sim, viver com Cristo e desfrutar de tudo que a Bíblia dizia. Mas, com a adolescência e as durezas do mundo, a minha fé antes tão certa começou a ser transformada em uma fé que precisava crescer junto comigo. Eu acreditava que Jesus era meu Salvador, e isso me trazia conforto espiritual para as feridas que meu ser emocional me causavam, mas estas feridas estavam ficando cada vez mais profundas. Alguns apelidos da infância relacionados a minha aparência me perseguiram nesta entrada de adolescência e de fato minha visão própria era muito depreciativa. Eu me escondia do espelho, e adotei a postura de não me ver nele para não ver ali a imagem dos apelidos recebidos. Era triste. Lembro de ter desejado morrer, algumas vezes.Eu me sentia "...

Quando o mundo parece hostil

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H á alguns poucos anos atrás estive em um encontro de educadores de crianças e fiquei muito encantada ao ouvir a irmã Ana Maria Bezerra contando para nós a história do livro " Menina Bonita do Laço de Fita "(de Ana Maria Machado, da Editora Ática). Estávamos fazendo parte de um treinamento para alfabetização de crianças de periferia e esta história podia ser um importante recurso para ajudar as crianças negras a se identificar e se valorizar na beleza das suas características étnicas.Um recurso para trabalhar a auto-estima. A contadora tinha toda uma técnica, muito espontânea e muito delicada de trazer a história e eu me sentia como uma criança que ouvia atenta e ao mesmo tempo parecia reviver alguns anos da minha história. Ah, como eu queria ter ouvido aquela história muitos anos antes... Cresci num lar cristão, meus pais muito amorosos e simples. Minha mãe muito carinhosa me cuidava com o amor que algumas vezes parecia tentar equilibrar-se entre  palavras de enco...

Então, eu O ouvi em meu coração

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Q uando  pequena sempre fui uma criança muito carismática e interessada nas coisas da Biblia e sobre Jesus.Segundo conta minha mãe eu reproduzia tudo aquilo que eu estava aprendendo  na igreja e com meus pais, nos momentos em família. Uma amada tia  Maria Luíza me encantava com as muitas histórias contadas por ela sobre Deus e seu amor por mim. Tudo aquilo me inspirava muito e foi instilando um sentimento de fé naquele meu coração infantil. A propósito, um dia desses, a minha mãe me mostrou uma cartinha guardada que, aos 6 anos de idade eu escrevi para Deus e entre os pedidos pela saúde da minha vozinha Oscarina, então com quase 80 anos e pelos familiares que ainda não conheciam o amor de Jesus, eu pedia um filho quando crescesse. É...fazem 30 anos mas  como a oração não tem prazo de validade, ...aquele pedido pode estar valendo...rsrs! Brincadeiras à parte, lembro-me como se fosse hoje que por mais que tivesse algum conhecimento ou mesmo certa habilidade n...