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Mostrando postagens de maio, 2017

Reflexões do cotidiano

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U m dia desses me peguei pensando que este sofrimento com a violência no nosso país, embora tenha trazido tantos males tem mudado em alguns aspectos a nossa sociedade. Tenho a impressão que antes, era mais fácil encontrar pessoas que gostavam de ostentar os bens materiais, fazer das tripas coração para obter alguns objetos caros e viver para ter mais e mais posses. Há alguns anos atrás, acredito que a música Trem Bala não seria muito valorizada pois muitos nem entender iam a profundidade da letra. Talvez continuassem a deixar de segurar o filho no colo ou abraçar  os pais  porque muitos nem pensariam na possibilidade da partida  tão perto e tão frequente... Não sei se isso seria chamado de propósito, mas tenho a impressão que o que era mau tem cooperado para alguns fatores positivos na vida da gente. Ostentamos menos com medo de sair na rua e ser tirado de nós o pouco que temos. Entendemos que é melhor que levem o material e deixem a nossa vida, que tem val...

O chamado

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H oje é um dia especial para mim.Faço aniversário. E decidi escrever antes do planejado para lembrar um dos mais importantes momentos da minha jornada: o chamado de Deus para servi-Lo como missionária. Foi aos 10 anos durante meu tempo de  Mensageiras do Rei ,*   -eu declarei em meu coração e diante de todos num acampamento que participei, que eu seria missionária tendo a Africa em meu coração. Foi um dos dias mais felizes da minha vida. A adolescência e seus dilemas trouxeram a tona tantos medos que foram me afastando da fé infantil que eu tinha em Deus. O chamado missionário então passou a ser um peso pois eu sabia que era o sonho de Deus mas já não era mais o meu.O medo estava lançando fora o primeiro amor. Para seguir ao chamado de Cristo são necessárias renúncias e eu precisava aprender a renunciar a mim mesma, ao medo, ao conforto do lar, a zona de conforto do ego. Aos 15 anos, quando morei na casa de familiares no RJ, entendi em meu coração que eu não f...

Nasce um pai, nasce uma filha.

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http://sandra-medina.blogspot.com.br/2015/06/filhos-de-deus.html L embro de aos 8 anos de idade, ter aceito Jesus em meu coração durante um culto em família. Eu realmente acreditava em tudo. Não demorou muito a eu entender que eu queria, sim, viver com Cristo e desfrutar de tudo que a Bíblia dizia. Mas, com a adolescência e as durezas do mundo, a minha fé antes tão certa começou a ser transformada em uma fé que precisava crescer junto comigo. Eu acreditava que Jesus era meu Salvador, e isso me trazia conforto espiritual para as feridas que meu ser emocional me causavam, mas estas feridas estavam ficando cada vez mais profundas. Alguns apelidos da infância relacionados a minha aparência me perseguiram nesta entrada de adolescência e de fato minha visão própria era muito depreciativa. Eu me escondia do espelho, e adotei a postura de não me ver nele para não ver ali a imagem dos apelidos recebidos. Era triste. Lembro de ter desejado morrer, algumas vezes.Eu me sentia "...

Quando o mundo parece hostil

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H á alguns poucos anos atrás estive em um encontro de educadores de crianças e fiquei muito encantada ao ouvir a irmã Ana Maria Bezerra contando para nós a história do livro " Menina Bonita do Laço de Fita "(de Ana Maria Machado, da Editora Ática). Estávamos fazendo parte de um treinamento para alfabetização de crianças de periferia e esta história podia ser um importante recurso para ajudar as crianças negras a se identificar e se valorizar na beleza das suas características étnicas.Um recurso para trabalhar a auto-estima. A contadora tinha toda uma técnica, muito espontânea e muito delicada de trazer a história e eu me sentia como uma criança que ouvia atenta e ao mesmo tempo parecia reviver alguns anos da minha história. Ah, como eu queria ter ouvido aquela história muitos anos antes... Cresci num lar cristão, meus pais muito amorosos e simples. Minha mãe muito carinhosa me cuidava com o amor que algumas vezes parecia tentar equilibrar-se entre  palavras de enco...